Ahn, NÃO.
Não quando você se envolve com uma daquelas pessoas que mudam da água pro vinho mais rápido do que você conseguiria cantar um refrão da sua música favorita. O romance inicial sumiu, a viagem toda foi planejada sem você dar o menor pitaco, e os bons momentos a sós foram trocados por balada (buátchi, algazarra, noitada, o que você achar melhor).
No meu livro, balada não acrescenta nada a um relacionamento sério (a não ser, talvez, algumas horas de boa música); acrescenta menos ainda quando você tem 4 pessoas te secando, e seu, hmm, namorado, dando uma de ventilador altista. Um beijo? Nah, é pedir demais, afinal, você está atrapalhando a pobre pessoa que só quer bater cabelo ao som do novo tunt-tunts (remixado duma música de 1900 e vovó na lambreta).
O "plus a mais" do feriadão é dar uma de certinho e tentar conversar sobre o que acontece. Sim, tentar, o que gera um monólogo de 15~30 min, um silêncio de 5 min. coroado por um "não quero falar sobre isso agora".
Então, se seus elogios/agrados/carinhos são respondidos com a total inércia da sua "cara-metade", na balada você fica de cenário, e os amigos dele tem mais ibope que você por aproximadamente 72 horas, é porque algo não vai bem. E vai pior quando o assunto não merece um diálogo, certo?
Então acorda. Se der, faça como eu, um menio de cabeça, levante-se, e saia com dignidade. Se não der, só saia. Relacionamento por comodismo não funciona.
Mas, como diria Alfred E. Newman: "Quem, eu me preocupar?"

Nenhum comentário:
Postar um comentário